A estrutura jurídica do moinho satânico: a luta de classes que Polanyi não encarou

Autores

  • Luiz Ismael Pereira

Resumo

Resumo: Este artigo enfrenta a análise de Karl Polanyi (1886-1964) sobre o interesse e a luta de classes na passagem do modo de produção feudal para o capitalista liberal. Polanyi abandona e traça fortes críticas a naturalização do homo economicus proposta pelos liberais, de um lado, e a teoria da luta de classes do marxismo, de outro. A estrutura jurídica desenvolvida a partir da Idade Moderna teve importante relação na circulação de mercadorias, bem como na construção do mercado de trabalho, erigindo a ideia do sujeito de direito. Polanyi, ao trazer a questão da luta de classes para o centro da discussão, critica Karl Marx por um possível economicismo, pretendendo explicar a sociedade a partir do enfrentamento de seu próprio conceito e relações materiais de exploração. Conclui-se que Polanyi deixou de considerar a importância da estrutura jurídica para a formação do capitalismo, tanto liberal como intervencionista, o que já havia sido considerado como central na compreensão da reprodução do capital por Marx e pelo marxismo, superando a crítica e inserindo o direito na discussão da crise do capital.

 

Palavras-chave: Direito. Karl Polayi. Luta de classes. Marxismo.


Sumário: Introdução – A genealogia do liberalismo por Karl Polanyi – Uma questão social – Trabalho, mercado e regulamentação – O Estado age – A luta de classes está na tessitura normativa – Conclusão – Referências

Biografia do Autor

Luiz Ismael Pereira

Doutorando e Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo/SP). Bolsista CAPES/Prosup.

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Publicado

2022-10-13

Edição

Seção

DIREITO ECONÔMICO